Olivier de Sagazan
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Olivier de Sagazan

OLIVIER DE SAGAZAN [França] ‘Transfiguration’ 2 de

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OLIVIER DE SAGAZAN [França]

‘Transfiguration’

2 de Junho às 21h30

Cine-Teatro Curvo Semedo

CE | M/18

Duração | 50’

 

«Transfiguration» é uma história da ânsia não concretizada do artista de inspirar vida dentro da sua criação. Num gesto de desespero, o escultor, pintor e artista performativo Olivier de Sagazan esculpe barro sobre a sua cabeça, enterrando-se a si mesmo no material, erradicando a sua identidade e tornando-se numa obra de arte viva. Contudo, o material cega-o e ele é obrigado a olhar para dentro, para as profundezas do seu ser.

Numa performance fascinante e expressiva de uma totalidade, Sagazan muda de identidade em palco – de homem a animal e de animal a diversas criaturas híbridas. Perfura, oblitera e desemaranha as camadas do seu rosto, numa busca frenética por uma nova essência e uma nova forma. Sobre esta questão, Sagazan afirmou «Fico atónito ao ver até que ponto as pessoas pensam ser normal, ou mesmo trivial, estarmos vivos». Em «Transfiguration», atribui um novo significado à noção de vida, oferecendo um vislumbre cativante, perturbador e arrebatador de uma individualidade alternativa totalmente sem o constrangimento da inibição.

 

FICHA ARTÍSTICA

Artista | Olivier de Sagazan

PINTOR, ESCULTOR, ARTISTA PERFORMATIVO

Durante mais de 20 anos, Olivier de Sagazan desenvolveu uma prática híbrida que integra a pintura, a fotografia e a arte performativa. Na sua série performativa existencial «Transfiguration»,  que começou em 1999, Sagazan cria camadas de barro e tinta sobre os seus próprios rosto e corpo para transformar, desfigurar e desconjuntar a sua própria figura, revelando um ser humano animalístico que procura compreender a sua verdadeira natureza. Simultaneamente inquietante e profundamente comovente, este novo corpo de trabalho colapsa as fronteiras entre os sentidos físicos, animalísticos e espirituais. O artista diz: «Fico atónito ao ver até que ponto as pessoas pensam ser  normal, ou mesmo trivial, estarmos vivos. Ou seja, os seres humanos fecharam-se numa espécie de alucinação colectiva, esqueceram-se do tempo antes do tempo».

 Olivier de Sagazan tem exposto abundantemente na Europa, Canadá, Brasil, Coreia, China, Québec, Índia… em galerias de arte, museus e festivais de cinema. Com um conjunto de seguidores quase de culto na internet e críticas empolgantes sobre o seu estilo expressivo e inimitável, não admira que o trabalho de «arte corporal» de Sagazan surja no filme não-verbal «Samsara», a sequela de «Baraka», realizado por Ron Fricke, entre outros.