Auéééu Teatro
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Auéééu Teatro

AUÉÉÉU TEATRO [Portugal] – OFF ‘9 anos

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AUÉÉÉU TEATRO [Portugal] – OFF

‘9 anos depois’

31 de Maio, às 21h30

Oficinas do Convento

CE | M/16

Duração | 90’

 

Partindo da relação dos homens com os deuses, deuses que observam do alto do Olimpo, do alto da sua condição imortal, as tragédias dos mortais, concentrámo-nos na ideia de ver e de «fazer ver». Contemplar ou ser objecto de contemplação. Para Mondzain, o homem tornou-se sabedor mas antes ele foi espectador. Espectador do mundo e da sua própria obra. Espectador da sua tentativa de se imortalizar. Tal como Aquiles deseja a eternidade, assim também o homem das cavernas desejou ser observado enquanto imagem eterna: a sua mão nas grutas de Chauvet é a marca da sua percepção de que todos somos efémeros, essa é a sua mensagem para os séculos por vir. Ajax reconhece Poseidon pelos pés; hoje, é difícil ver os deuses. Talvez a poesia traga um encontro súbito e concreto de uma evidência, de uma epifania: leite. O divino. Leite. As perguntas de uma rádio disfuncional transformam-se em imagens projectadas de um «Mundo-Poema», num único take de cinema composto por detours de filmes. Mas no teatro tudo está exposto: acção e paixão tornam-se pouco discerníveis e já não se sabe quem vê e quem é visto, quem pinta e quem é pintado.

 

FICHA ARTÍSTICA

Criação e produção | Auéééu-Teatro

Com | Beatriz Brás, Vânia Geraz, Sérgio Coragem, Jean Louis Silva, Joana Manaças,

Filipe Velez, Miguel Cunha, João Santos e Frederico Barata

Piano | Tiago Velez

  

SOBRE AUÉÉÉU – TEATRO

Uma companhia de teatro fundada em 2014, constituída por nove atores recém-licenciados pela Escola Superior de Teatro e Cinema que tem como programa o desenvolvimento de uma dramaturgia de autoria própria e o cruzamento de várias artes através da experimentação e pesquisa literária, filosófica e performativa. O grupo auéééu-Teatro ambiciona pensar a criação em colectivo na qual se vão reorganizando os lugares de decisão e se valoriza a diferença. Procura desenhar territórios de encontro através do que se pode chamar corpo sensível, um corpo que sente e pensa enquanto escreve; consciente desse jogo cénico, utiliza o real dentro da ficção e a ficção dentro do real.